Hekate, a Deusa do retorno a si mesma.


Letargia, autocondenação constante, falta da sensação de prazer, sensação de falta de propósito na vida, sentimento de inadequação, esquiva, impotência diante dos desafios, problemas que parecem insolúveis, desamparo, solidão. Estes são sintomas básicos de um estado depressivo.

Se vc está assim, saiba: não está sozinha. A depressão vem sendo considerada uma pandemia.

Se por um lado falamos do stress crônico da vida moderna como um fator contriutivo para a depressão, vale pensar que a depressão em si não é algo que pertença a modernidade exclusivamente.


Bruno Alves e Ricardo Moreno, colaboradores do livro “Exercício Físico e Depressão - Aspectos Teóricos e Terapêuticos”, nos ensinam que “ as descrições a respeito da depressão e dos transtornos mentais associados remontam à Antiguidade (documentos egípcios e sumérios que datam de 2.600 a.C.). 

No entanto, foram Hipócrates (460-370 a.C.) e seus discípulos que iniciaram o estudo sistemático dessas condições e introduziram o termo melancolia para descrever os sintomas e explicar fisiologicamente sua origem. 

A escola hipocrática tentou relacionar o equilíbrio de supostos quatro humores (sangue, bile amarela, bile negra e fleuma) ao temperamento e à personalidade e esses à propensão ao desenvolvimento de uma das quatro doenças (mania, melancolia, frenite e paranoia). 

É interessante que Hipócrates tenha considerado a duração dos sintomas como um critério diagnóstico para a melancolia, ao afirmar em um de seus aforismos (o 23o) que, “se a tristeza persiste, então é melancolia”. Mais tarde, autores eminentes da Antiguidade (Areteus da Capadócia e Galeno, entre outros) continuaram a usar o termo melancolia e se aprofundaram no estudo da sintomatologia e das causas e na definição de transtornos relacionados. 

A essência da visão tradicional da melancolia foi mantida durante muito tempo depois da Idade Média. Em 1621, a publicação da Anatomia da Melancolia, de Robert Burton, além de apresentar uma excelente descrição dos sentimentos de um doente, oferecia uma revisão informativa dos conceitos prevalentes sobre a natureza da doença na época.”  O termo melancolia se manteve como o único especificador até o final do século XIX. 


Voltando aos dias atuais….


Segundo a OPAS, Organização Pan-Americana da Saúde, 

“A depressão é um transtorno mental frequente. Em todo o mundo, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram com esse transtorno.” 

Ref: https://www.paho.org/pt/topicos/transtornos-mentais, acesso em 27/09/23


E a depender do nível de gravidade, pode se tornar incapacitante. Pessoas com depressão grave tendem a não conseguir levantar da cama, porque simplesmente, não há para que levantar.

Independente do grau, um aspecto muito característico dos processos depressivos é a anedonia, ou a falta de sentir prazer em atividades que antes geravam esta sensação.


A depressão é resultado de uma complexa interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Pessoas que passaram por eventos adversos durante a vida (desemprego, luto, trauma psicológico) são mais propensas a desenvolver depressão. A depressão pode, por sua vez, levar a mais estresse e disfunção e piorar a situação de vida da pessoa afetada e o transtorno em si.

Existem tratamentos eficazes para depressão moderada e grave. 

Profissionais de saúde podem oferecer tratamentos psicológicos, como ativação comportamental, terapia cognitivo-comportamental ( em suas diversas abordagens ) e psicoterapia interpessoal ou medicamentos antidepressivos, se for o caso.

Sem desconsiderar os aspectos neuroquímicos associados ao processo depressivo e, olhando a depressão a partir de um enfoque mais psicanalítico, podemos perguntar “que parte de mim eu perdi no processo de tentar existir”?


A depressão é um lugar de mundo sombrio, escuro, cinza. Não há representação simbólica da depressão que seja multicolorida e brilhante, não... é sempre infernal, isolada, separada, infértil.

Em nossa cultura ocidental, tudo o que é relacionado ao reinado do escuro é percebido como diabólico, ruim, uma vez que está imbuído de um julgamento moral dicotomizante ( bem e mal ).

Neste sentido, a depressão ganha então o status de algo do qual precisamos nos livrar e, de preferência, rapidamente, afinal, somos uma sociedade onde os resultados alcançados pela capacidade produtiva ainda ditam boa parte de quem somos…

No entanto, provoco para pensar que os mergulhos no mundo sombrio podem ser vivenciados como potencializadores de um absoluto poder criativo, se nos permitirmos ser conduzidos por nosso incomensurável Self ( centro regulador de nosso inconsciente individual ).

O chamado deste Self acontece muito intensamente na maturidade, e arrisco-me a dizer, em tempos de regência de Saturno ainda mais. 

Parênteses aqui para explicar: Saturno é arquetipicamente conhecido como o senhor da autorresponsabilidade, é um grande cobrador que nos exige sermos nossa potência individual. Essa cobrança é doída, é contraída, é opressora para quem insiste em não se ouvir ( eu levanto a mão aqui e digo: presente ! ). Astrologicamente, inciamos em 2017 um período de 35 anos de regência saturnina, coordenando todas as regências anuais até 2052.

Essa travessia de 40/50 anos pode ser marcada por algum tipo de crise, além das questões corporais típicas ( menopausa, andropausa, por exemplo ). Separações, doenças gravíssimas, filhos crescidos, perda de emprego, aposentadoria para alguns, etc...

As crises necessariamente nos fazem olhar para o não-vivenciado, embora parte integrante do nosso ser e esse é o pulo-do-gato: reconhecer o dissociado, caminhar através dele e abraça-lo como num reencontro há muito desejado ( de certa forma o é ).

Mas como fazer para que essa dolorosa experiencia de individuação exigida pelo processo depressivo possa gestar o novo “eu mesma” ? Quais recursos de nossa Psique devem ser mobilizados para isso ? Que Alquimia é essa que precisamos operar ?

E quem melhor do que deusas negras para nos ajudar a enxergar na escuridão?

Temos Hecate, Kali, Lilith, Baba Yaga, Morrigan, Ishtar e Inana também. 


Há nesse mito um feminino que se permite vivenciar o que precisa ser despojado, abandonado enquanto máscara não mais coerente com a vivência que se quer/precisa ter. É um feminino que se permite integrar vida E morte, nas sábias palavras de Parisi.

O processo de transformação de nossos padrões depressivos passa necessariamente por reconhecer o padrão, aceitação do sofrimento ao invés de negar a sua existência, sairmos do papel de vítima no processo, responsabilizarmo-nos por nossas escolhas e, finalmente, apropriarmo-nos do poder inerente ao que está na sombra.


Deméter era considerada a divindade dos campos, da agricultura e da colheita. Muitas vezes, adoravam-na como uma divindade do milho e do trigo. Segundo o mito, foi Deméter quem ensinou aos homens a cultivar o solo e a colher os frutos deste trabalho. Deméter recusava-se constantemente a escolher qualquer um de seus irmãos divinos como seu marido. Zeus, então, descontente com a situação, resolveu tomar Deméter à força, estuprando-a. Deméter engravidou, nascendo uma linda menina à qual deu o nome de Core. Core era a criação maior de Deméter. Era sua mais linda flor. Viviam juntas todo o tempo, desfrutando das belezas da terra do Olimpo. Core adorava brincar pelos campos floridos com suas amigas, as Oceânidas. Certa vez, lá estavam elas, colhendo rosas, açafrões, violetas, íris e jacintos. Cada uma procurava a mais bela flor; e foram se distanciando uma das outras em busca das mais perfumadas. Core avistou o mais belo narciso que já havia visto. Quando foi colhê-lo, encantada com sua beleza, o chão abriu-se sob ela, e Hades, o rei dos infernos, saiu com sua carruagem dourada, puxada por seus cavalos, raptando-a. Core gritou, em vão, para atrair a atenção de sua mãe. Gritou o mais alto que podia, e quando Deméter a escutou já era tarde demais. Apenas Hécate escutara seu grito, mas também não sabia onde ela estava. Em vão, Deméter e Hécate procuraram por Core por toda a terra. Deméter resolveu perguntar ao deus Hélio, o Sol, que tudo via na terra. Hélio lhe disse que Zeus havia permitido a Hades que tomasse Core como esposa. Deméter, ao mesmo tempo enfurecida e deprimida, escondeu-se numa caverna para chorar a perda de sua filha. De tanta mágoa que tinha, resolveu que a terra ia padecer de fome, não brotava grão algum sobre a terra, por maiores que fossem os esforços dos homens. A terra estava seca e árida. Zeus, preocupado com os homens, ordenou que Hermes fosse dialogar com ela, mas foi em vão. Deméter dizia que só permitiria a colheita se pudesse ver de novo sua filha Core. Deméter transformou-se numa velha senhora, com aparência de mortal, e sentou-se diante de uma fonte, a chorar a perda da filha. Apareceram então três jovens que a levaram para o castelo de seus pais, a fim de arrumar-lhe emprego de ama seca. Deméter, tornou-se, então, ama seca do filho da rainha. Apegou-se tanto ao bebê, que tentou imortalizá-lo, colocando-o no fogo. A rainha entrou, viu a cena e gritou, e por pouco o bebê escapou das chamas. Deméter então se revelou, salvou o bebê e disse que deveria ser construído um santuário para ela ali mesmo em Elêusis, e que o bebê seria seu sacerdote. A deusa recolheu-se em seu templo, lamentando a perda da filha. Zeus, compadecido dos homens, pediu a Hades que Core – que agora que descera aos infernos, chamava-se Perséfone – voltasse para a companhia da mãe. Hades aceitou, mas, antes, ofereceu a Perséfone uma romã. Ela, que havia estado tanto tempo ali sem comida, aceitou alguns grãos. Mas, quando ia sair dali para rever a mãe, Perséfone foi advertida de que, por ter comido aquela romã, pertencia para sempre ao mundo dos mortos. O trato feito foi que Perséfone iria passar dois terços do ano com Hades, seu marido, e o resto do ano ao lado de sua mãe e dos outros deuses. Deméter encontrou Perséfone em seu templo, em Elêusis, em clima de festa. Sua felicidade era tanta que voltou a cobrir o mundo de flores e frutos. E assim sucedeu-se; dizem os gregos que os períodos de colheita são os meses em que Perséfone está com Deméter, e que naqueles que a terra não prospera, ela está junto a seu marido (baseado em Stephanides, 1984). 


Perséfone criou Hécate - a "distante", em grego -, também chamada de Perséia, era filha dos titãs Astéria e Perses – o deus da luxúria e da destruição. Hécate morava no Olimpo, mas despertou a ira de sua mãe quando roubou-lhe um pote de carmim. Ela fugiu para a terra e, tornando-se impura, foi levada às trevas para ser purificada. Vivendo no Hades com Perséfone, passou a ser responsável pelas cerimônias e rituais de purificação. Tinha características diferentes dos outros deuses, mas Zeus atribuiu-lhe prestígio. Após a vitória dos deuses olímpicos contra os titãs, Zeus, Poseidon e Hades partilharam entre si o universo. A Zeus coube o céu e a terra, a Poseidon coube os oceanos e Hades recebeu o mundo das trevas e dos mortos. Hécate manteve os seus domínios sobre a terra, os céus, os mares e sobre o submundo, continuando a ser honrada pelos deuses que a respeitavam e mantiveram seu poder sobre o mundo e o submundo, ajudando a deusa Perséfone a julgar os mortos (SILVA, 2020). 

Conforme a Profª Drª Maria Claudia da Silva Vater da Costa Fiori (2022), para os romanos, Hécate era considerada Trívia – a deusa das encruzilhadas - e se fazia acompanhar de seus cães, lobos e ovelhas negras. Por sua relação com os encantamentos, feitiços e a obscuridade, os magos e bruxas da antiga Grécia lhe faziam oferendas com cães e cordeiros negros no final de cada lua nova. É considerada uma divindade tripla: lunar, infernal e marinha. Zeus lhe deu o poder de conceder ou negar qualquer desejo aos mortais e aos imortais e foi Hécate quem ajudou Deméter quando ela peregrinou pelo mundo em busca de sua filha Perséfone. Quando Perséfone, a amada filha de Deméter, foi raptada por Hades – o senhor do submundo – sua mãe perambulou em desespero por toda a Terra e, mortificada pela tristeza, privou todos os seres de alimento. Nada nascia na terra e Hécate, sendo sábia e observando o que acontecia, contou a Deméter o que havia sucedido a Perséfone. Ao longo da 102 história, a deusa Hekate foi, e continua a ser, conhecida e honrada por seus muitos epítetos, títulos ou sobrenomes (SILVA, 2020). Foi então que Zeus decidiu interferir e ordenou que Perséfone regressasse para junto de sua mãe, desde que não tivesse ingerido nenhum alimento nos infernos. Porém, antes de retornar, Perséfone comeu algumas sementes de romã, o fruto associado às travessias do espírito. Assim ele podia passar duas partes do ano na superfície junto da mãe - era quando a terra florescia. Mas Perséfone deveria retornar para junto de Hades - era quando a terra cessava de florescer. Hécate espalhava sua benevolência para os homens, concedendo graças a quem as pedia. Dava prosperidade material, o dom da eloquência na política, a vitória nas batalhas e nos jogos. Seus privilégios se estendiam a todos os campos e era invocada como a deusa que nutria a juventude, protetora das crianças, enfermeira e curandeira de jovens e mulheres (SIEGEL; WYVERN, 2012).

Você consegue perceber essas etapas na jornada de Inana ?

Ela escolheu empreender a descida entendendo ser a única saída, não obstante exigisse o desenvolvimento de  coragem e disciplina, objetividade e a capacidade em lidar com a agressividade feminina.

Inana escolheu descer, abriu mão de atributos externos, desnudou-se do que não parecia essencial para sua jornada, permitiu-se morrer na escuridão do submundo. Em latência, aspectos curativos foram acionados e maravilhosamente simbolizados por um processo de não resistência do ego, insidioso e aquático. Houve a volta ao útero da Grande-Mãe?

Sim... mas para quê? O encontro com a Deusa sombria é o encontro com o instintivo em nós, um instintivo profundo da grande força de preservação da vida que na unilateralização patriarcal foi relegado a escuridão. 

Você consegue entender o significado da depressão ?

Mas um alerta: mitologicamente, o mundo das sombras é chamado de o mundo de onde não se retorna, sinalizando claramente o risco de se permanecer por tempo demais no mundo congelado da escuridão. É aqui que as depressões mais graves se desenvolvem. É o nigredo alquímico, a matéria prima de nossa psique em permamente estado caótico e difuso.

Apodrecer pendurada no poste é esse nigredo, é essa sensação que temos de sermos difusas, sem escolhas, limites, personalidade, sem pele, esparramadas. São sensações pré-verbais só exprimíveis por imagens. Não fazem parte do mundo lógico, iluminado da consciência.

É o sacrifício imposto ao processo de transformação.

Mas Inana, sabiamente, antes de descer ao mundo sombrio, dá instruções a sua serva para que, se não voltasse em três dias, procurasse ajuda junto aos deuses. E de fato, há uma parte do ego que precisa permanecer no mundo superior enquanto a outra desce ao submundo.

Uma parte de nós pede ajuda porque sabe que a empreitada é por demais desafiadora. A serva de Inana é nossa família, nossa psicoterapia, nosso diário, nossos filhos, nossa arte, nossa dança, é qualquer sistema de apoio que nos mantenha minimamente conectados com a luz do sol enquanto caminhamos em nosso mundo lunar.

Enki, deus das águas, envia carpidores assexuados para ajudar Inana. Em sua empatia, eles choram com Ereshkigal que então lhes devolve o cadáver de Inana.

Aqui as marcas doídas da alma são reconhecidas e respeitadas enquanto tal. São ritualizadas no choro, na costura da colcha de retalhos, nos pedaços de massinha que sobram e para os quais escolhemos dar uma nova forma. Sim... ao colocarmos nosso corpo no processo e não apenas nossas mentes, integramos um aspecto lúdico e não-racional ao processo, dando-lhe profundidade psíquica e poder transformacional.

Inana é ressuscitada e é dada a permissão para que volte ao mundo superior, passando novamente pelos sete portais. Mas há um preço a pagar. Alguém deve tomar o seu lugar.

O que permanecerá no mundo sombrio? Agora, Inana pode escolher o que ficará nas sombras! O que não me serve mais aqui ? O emponderamento da escolha consciente começa a se fortalecer...

Inana procura... procura... sem nada encontrar. “Encaminha-se, assim, para seu palácio sem saber o que fazer. No entanto, vê ali, sentado em seu marido Dumuzi, que não havia sentido nada com sua morte. Então olha-o com o olhar mortífero de Ereshkigal, e os demônios o agarram.”

Para encerrar esse texto-encontro, quero deixar para vocês um exercício de imaginação dirigida*, de modo que você possa ancorar seu Self em bases mais sólidas depois de banhá-lo em águas deliciosamente curativas:

Você poderá ritualizar este processo da forma como achar mais importante para você, com velas, incenso, aromas, sons, etc.

Deite-se de forma confortável e inicie o aprofundamento de sua respiração.

A medida em que aprofunda sua respiração, preste atenção em seu corpo e acomode as partes que estiverem desconfortáveis até que se sinta como que afundando no chão.

Imagine então que você está na Natureza e camihando em direção a uma floresta.

Curiosa, você entra nesta floresta e começa a observar sons, cheiros, a sombra das árvores.

Gradativamente, a floresta silencia e você permanece com sua escuta interna de suas emoções e externa, de tudo o que circunda você.

Ao caminhar, você avista uma cachoeira. Você a observa, observa seu movimento, observa sua força.

Você se aproxima e começa a tirar suas roupas e tudo o mais que não é necessário para entrar nessa água que parece límpida e revigorante.

Ao banhar-se nas águas dessa cachoeira, você permite que seus pesos, suas tristezas, suas frustrações, suas dores sejam também banhadas e levadas de si.

Aos poucos, você começa a perceber que uma deliciosa sensação de alegria, vigor e vivacidade vai tomando conta do seu corpo. O brilho nos olhos é perceptível. Sua alma está sendo curada por essa água sagrada de Mãe-Gaia.

Revitalizada, você se percebe pronta para sair e se secar. Perceba como se sente agora.

Demore-se nessa sensação tempo suficiente para perceber-se pronta para vestir-se novamente. Vista-se ritualisticamente, detalhe por detalhe, lentamente. Permitindo-se deixar o que não te faz mais sentido trazer consigo.

E neste processo, você percebe que uma mulher te observa. Uma mulher que sempre existiu, na memória dos tempos. Observe-a bem e observe também o que vc sente em sua presença.

Gradativamente um diálogo estabelece-se entre vocês duas. Que diálogo é esse ? o que ela te diz ? O que vc diz a ela ? Vc tem algo a entregar a ela ? O que ela transmite a você.

Essa mulher quer te entregar algo. O que é ? Vc consegue visualizar ? como vc recebe o que ela quer te dar ?

Muito bem... agora chega o momento de vcs se despedirem. Sua caminhada precisa continuar. Mas guarde com vc a lembrança deste momento e traga com vc aquilo que ela te deu.

Caminhe de volta para sair da floresta, retorne gradativamente para seu corpo, espreguice-se lentamente e vagarosamente abra seus olhos.

Vc está aqui e agora.

Para finalizar, faça alguma coisa em pintura, argila, ou desenho que simbolize o presente que vc recebeu e volte a este lugar/momento sempre que vc precisar.


Um beijo grande e obrigada por estar aí deste lado !

Salma

Referência Bibliográfica

Exercício físico e depressão : aspectos teóricos e terapêuticos/organização Rosa Maria Mesquita, Maria Eugenia Mesquita; colaboração Antonio Herbert Lancha Junior... [et al.]. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Medbook, 202




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